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   ano  segundo  |   número    trinta e cinco  | quinzenário   director   henrique prior |   director-adjunto   manuel oliveira |  30.Julho.2003
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Água Potável: em defesa da Saúde Pública e dos direitos dos consumidores

 

PS quer ver resolvido problema da água  

A Comissão Política Concelhia do PS/Gondomar, alertou, em 27.Julho, em comunicado, para o "grave problema de saúde pública" resultante da falta de qualidade na água que serve as freguesias de Covelo, Medas e Melres, onde vivem, lembram os socialistas, mais de sete mil pessoas.

Comunicado

 

A água da rede pública que abastece as populações de Covelo, Medas e Melres (mais de sete mil residentes) não se encontra em conformidade com as normas de qualidade em vigor, pelo que o seu consumo regular poderá tornar-se prejudicial à saúde.

As características apresentadas pelas análises químicas e microbilógicas (Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge - Maio e Junho de 2003) revelam valores superiores ao VMA ( Valor Máximo Admissível), o que tornam imprópria para consumo, pelo que a Autoridade de Saúde de Gondomar, pretendendo minorar os efeitos desta grave situação, recomenda à população (mal) servida pelo sistema:

“1 - Desperdiçar a primeira água aquando da abertura da torneira;

2 - Não proceder à ingestão da água sem prévia decantação e fervura."

A água destinada ao consumo humano, à preparação de alimentos ou à higiene pessoal deve estar apta a satisfazer estes fins, o que não acontece há muitos meses, na água que corre nas torneiras da população em causa.

Contrariamente a outros bens essenciais, estes consumidores não podem substituir o fornecedor da água turva. É dever do distribuidor garantir a potabilidade da água, procedendo às correcções aconselháveis, nomeadamente, quando há risco para a saúde, e/ou reparar os danos (pessoais e materiais) por fornecimento dum bem defeituoso.

O simplismo evidenciado ao longo dos meses na resolução do problema em

causa, não é compatível com o actual quadro das exigências e direitos dos consumidores, das responsabilidades das entidades públicas e das tecnologias.

As populações de Covelo, Medas e Melres têm direito a beber água potável...

A reclamação, a recusa do pagamento do recibo da água e a acção popular constituem meios de defesa dos interesses duma população há tanto tempo prejudicada.

A violação de uns, a indiferença e a cumplicidade de outros, exigem que os socialistas em local próprio denunciem e reclamem ao PSD a resolução de tão grave problema.

Contudo, sem demora, deverá ser:

- retomado o "sistema alternativo", recolocando os reservatórios para, abastecimento com água potável, poderem servir com segurança a população, enquanto não entra o novo sistema de distribuição em funcionamento;

- ligada a rede já instalada e em condições de funcionamento ao sistema da empresa "Águas Douro e Paiva";

- reparados os danos causados por defeito do bem, ressarcindo os consumidores das importâncias pagas por água turva;

- divulgado os resultados das análises (química e microbiológica), pela imprensa local, pelo recibo da água e pela Internet, além da afixação em editais nos locais públicos.

 

É preciso "avisar toda a gente" ...para que os atropelos cessem e os direitos dos consumidores sejam respeitados.

 

 

  REGULAMENTO DE LICENÇAS  E TAXAS PARA GONDOMAR  

PSD FORÇADO A RETIRAR PROPOSTA

 

Aconteceu algo de insólito na Assembleia Municipal de 27 de Junho. A Câmara apresentou nessa reunião da Assembleia Municipal uma proposta de Regulamento de Liquidação e Cobrança de Taxas e pela Concessão de Licenças e Prestação de Serviços Municipais, título demasiado complexo para um regulamento, que abreviamos neste texto.

O anterior Regulamento mostrava-se desfasado, nomeadamente devido à transferência de competências para as autarquias por parte da Administração Central, sendo que as novas competências não estão previstas no Regulamento ainda em vigor, e pela entrada em vigor de  outros regulamentos municipais especializados, que amputaram matérias previstas naquele Regulamento.

Apresentado o Regulamento pela Câmara, e dispondo esta de larga maioria na Assembleia Municipla, pareceria que a aprovação do novo Regulamento estaria assegurada.

Mas não. O Regulamento apresentado pela Câmara apresentava tantos vícios e tantas situações de tributação exagerada para as populações em greal, mas em particular para os comerciantes do concelho, que o próprio PSD se viu forçado a retirar a proposta para reformulação.

Por exemplo: um atestado, certidão ou fotocópia, se pedido com urgência, teria um custo que seria o dobro do normal. Dado o conhecido atraso dos serviços na passagem de atestados ou certidões, percebe-se até que ponto os cidadãos seriam penalisados.

O Partido Socialista, através do seu líder parlamentar MANUEL MARTINS,  começou por assinalar a ilegalidade da proposto devido ao facto de, antes da sua elaboração, não terem sido ouvidas as associações representativas do concelho, em particular a Associação Comercial e Industrial, como a lei o impõe. Propôs ainda várias alterações ao regulamento, nomeadamente a aprovação das taxas por um valor de 60% do valor proposto pela Câmara, valor este que iria ser aumentado 20% nos próximos dois anos até se atingirem os valores propostos. Pretendia também uma emenda no sentido de ser reduzido o aumento do preço de certidões em caso de urgência  para apenas em 50% do preço normal.

Perante a tão flagrante situação de ilegalidade e perante os aumentos tão exagerados num ano de tantas dificuldades para os empresários e munícipes em geral, o PSD acabou por aceitar a retirada da proposta de Regulamento para se ouvirem os representantes dos interessados, como o impõe o Código Administrativo.

 

REGULAMENTO NÃO APROVADO MAS APLICADO

 

Apesar do que sucedeu na Assembleia Municipal, "O PROGRESSO DE GONDOMAR" teve conhecimento de algo notável: é que a tabela de taxas, apesar de não ter sido aprovado pela Assembleia Municipal, já está a ser aplicada pela Câmara. "O PROGRESSO DE GONDOMAR" teve o cuidado de pedir  na Câmara uma cópia do Regulamento ainda em vigor, e comparou as taxas com as do Regulamento que esteve para ser discutido e votado pela Assembleia Municipal, e as taxas são iguais em quase todas as rubricas. É caso para perguntar: para que serve em Gondomar uma Assembleia Municipal.

 

 


  Partido Socialista  reclama Metro para Valbom

         

A Comissão Política do PS de Gondomar aprovou a seguinte moção relativa à exigência do Metro para Valbom, que enviou ao Progresso de Gondomar, e que pela sua importância passamos a transcrever:

 

Considerando que o Metro é um meio de transporte essencial à resolução dos graves

problemas de circulação da população de Gondomar;

Considerando que, por falta de visão da actual maioria PSD que gere a Câmara Municipal de Gondomar a linha de Metro prevista para o concelho vai sobretudo servir os interesses privados da grande superfície que está a ser construída no Parque Nascente em Rio Tinto, e da especulação imobiliária que reina em Gondomar;

Considerando que é imprescindível, desde já, repensar os traçados para a circulação do Metro em Gondomar, de forma a resolver efectivamente os interesses de todos os gondomarenses:

Tendo em conta, especialmente que as freguesias de S. Cosme e de Valbom, sendo das freguesias mais populosas de Gondomar, são as mais mal servidas de transportes públicos;

Tendo ainda em consideração o anúncio de novas linhas (para a Avenida da Boavista e para Leça da Palmeira) e o inegável interesse público em assegurar a continuidade da linha prevista para Gondomar, no quadro do Grande Porto e em especial no interesse dos residentes nas freguesias de Valbom, S. Cosme e de todo o alto concelho de Gondomar;

A Comissão Política do Partido Socialista de Gondomar, reunida no dia 25 de Julho de 2003, deliberou requerer à sociedade METRO do PORTO, com conhecimento da Câmara Municipal de Gondomar, a consideração imediata do prolongamento da linha prevista para Gondomar, de forma a servir de forma rápida e eficiente toda a população da área urbana de Gondomar, para o que é necessário fechar o anel do trajecto previsto, garantindo a circulação pelas freguesias do alto concelho, designadamente, S. Cosme e Valbom, até Campanhã

 

                Comissão Política do PS de Gondomar

 


 

 

Gondomar Séc. XXI para reflectir o passado e o futuro

 

Infelizmente o concelho de Gondomar tem carecido de uma visão estratégica e de conjunto dos seus problemas e da definição do seu futuro. Os erros, em particular os urbanísticos foram se avolumando ao longo das várias gestões partidárias da câmara. É urgente pensar o concelho e o seu futuro de modo a corrigir o que ainda é possível corrigir, e evitar os erros do passado. Essa reflexão estratégica estava por fazer, e ao propor uma associação com a finalidade de reflectir o concelho o Partido Socialista de Gondomar veio procurar colmatar um vazio. Seria interessante e importante para o concelho que cidadãos ligados a  outras forças políticas aderissem à proposta associação para que do confronto e da troca de ideias saí-se um concelho melhor.

O Progresso de Gondomar transcreve o texto subscrito pelo PS para lançar a associação, como forma de contribuir, a seu modo, para o futuro do concelho.

 

Gondomar do Séc. XXI

      Um Projecto para um concelho melhor

 

A um partido político não se pede apenas que se oponha ao poder em nome das suas ideias e da sua visão do interesse comum. Para que os partidos políticos desempenhem efectivamente as suas funções, devem assumir-se como centros de reflexão livre, de participação abrangente e de definição de ideias plurais e de políticas que resolvam os problemas das pessoas.

 

Por outro lado, para que se construam alternativas políticas é necessário identificar os principais problemas dos cidadãos, congregar os principais protagonistas que com a sua dedicação e saber fazem mudar o nosso futuro. Só assim se atingem as políticas adequadas e queridas pela população.

 

O Partido Socialista de Gondomar, enquanto partido de poder e maior partido da oposição em Gondomar, considera que é chegado o momento de abrir um debate sério e credível sobre as principais questões de desenvolvimento do concelho, da região e do país, debate esse que se pretende seja aberto, qualificado e participado.

 

Este desígnio é sobretudo importante num concelho onde a vida democrática não se realiza plenamente em espaços de discussão política e de intervenção colectiva, devido ao autismo da Câmara Municipal de Gondomar e ao centralismo e autoritarismo exacerbado da sua gestão. Aquela gestão política despreza a capacidade dos recursos humanos do concelho e ignora a necessidade premente de abrir espaços de criatividade e de realização para todos aqueles que nasceram, vivem ou trabalham em Gondomar.

 

O PS quer colmatar esta falha trazendo ao debate e à intervenção uma panóplia de académico; associações e colectividades, agentes culturais, agentes sociais que tendo posições críticas e capacidade de intervenção podem connosco partilhar a riqueza do seu saber e experiência.

 

O PS entende que os problemas mais graves de Gondomar passam pelo seu isolamento, pela falta de confiança e de motivação dos seus recursos humanos  para fazer face aos desafios do novo século, da modernidade e das novas exigências do mundo contemporâneo.

 

Por isso, a Gondomar Séc. XXI pretende dinamizar, mobilizar, organizar, inovar, e agilizar a intervenção em rede de todos aqueles que não se conformam com a paragem no tempo do nosso concelho, valorizando os atributos e as potencialidades imensas que se encontram em Gondomar.  Só assim entraremos, finalmente, no Séc. XXI, fazendo de Gondomar um concelho mais desenvolvido, com mais qualidade de vida, mais aberto e participado, mais justo, enfim o concelho novo que todos merecemos.

 

Gondomar Séc. XXI pretende ser uma alternativa aos actuais espaços de reflexão e intervenção cultural e política.

 

É desejo deste grupo observar a essência do cidadão como entidade incluída, interveniente e participante estratégica.

 

Dentro da estratégia teremos como máxima que norteará a actividade de Gondomar Séc. XXI – “Fazer de Gondomar o Paraíso possível e sustentado da Área Metropolitana do Porto”.

 

Relembrar o espírito das Tertúlias, sendo que esse espírito é simultaneamente reflexivo e interventivo. Pretendemos despertar a visão e exigência do Gondomarense como forma indirecta de desenvolvimento. Pretendemos gerar intenções e influenciar acções.

 

 


  

Em Baguim é assim...

Mas em Rio Tinto não é distinto!

 Carlos Brás

 

Por ocasião da celebração do 8º aniversário da elevação de Rio Tinto a cidade

foi promovida, por parte das Juntas de Freguesia desta cidade, a realização de uma Sessão Solene no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Baguim do Monte evocativa desta efeméride. A ocasião justificava-o e a tradição impunha-o.

Elaboraram-se os convites e convocatórias que foram distribuídos aos ilustres, às

associações e clubes e, obviamente, aos eleitos locais pelas diversas pelas diversas forças partidárias que compõem as oposições ( PS, CDU, PP e MRTC).

Desejosos de terem participação activa na efeméride e porque a memória da

brutal discriminação entre poder e oposição do ano transacto ainda pairava fresca em todos, os representantes do PS das duas freguesias indagaram junto de ambos os presidentes de Assembleia se desta vez as forças da oposição seriam contempladas com o direito à palavra. De Baguim a resposta foi evasiva porque o Presidente estava ausente no estrangeiro, de Rio Tinto obtiveram um esclarecedor “nim” porque a realização do evento é rotativa e este ano era a vez de Baguim do Monte organizar a Sessão Solene. Após várias insistências para que fosse tomada pelos poderes instituídos uma posição clara, foi confirmado que este ano a Sessão Solene seguiria os moldes da do ano anterior. Isto é em Baguim do Monte e em Rio Tinto existe uma “democracia autoritária” e como tal, ocasiões festivas e mais ou menos mediáticas estão reservadas a uma só cor política. Monocromia dirão os leitores. Pois claro e justifica-se porque é preciso fazer eco nas Juntas de Freguesia da teoria do “rolo compressor” laranja e amordaçar tudo o que ofusque os “flashes” e luzes cor-de-laranja.

Nesta conformidade o PS local fez chegar à mesa da Assembleia uma carta

expondo as razões da sua não comparência a tal acto, ao mesmo tempo que distribuía aos presentes um comunicado elucidativo.

As populações desta grande cidade merecem ser esclarecidas quanto à forma

como são governadas. DESPOTISMO!!! Mas despotismo apagado e autista. Uma Cidade jovem e em franco crescimento não pode tolerar déspotas no séc. XXI. Integramos hoje um espaço político que aparece ao mundo como líder na defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. O sentimento europeu é claro. Não podemos tolerar autoritarismos nem da direita nem da esquerda, nem do leste nem do ocidente. Correm tempos de participação, de envolvência e de reforço da cidadania.

São estas atitudes que mancham as instituições e que concorrem para a má

imagem dos seus titulares. São estas atitudes que afastam os cidadãos da política e dos políticos. São estas atitudes que dão razão aos que dizem que os políticos só olham para o seu umbigo e que constituem entre si clubes fechados.

 


 

PCP de Gondomar quer mais segurança para a praia da Lomba

 

A comissão Concelhia de Gondomar do PCP promoveu, no dia 20, uma visita à praia fluvial da Lomba para avaliar as condições de segurança existentes naquele importante espaço de lazer do concelho.

É de lamentar que uma praia razoavelmente ordenada, tanto no que respeita à zona balnear como ao parque de estacionamento e parque de merendas existentes naquele espaço, não tenha vigilância adequada, já que não está dotado de nadadores-salvadores nem meios de prevenção e equipamentos de socorros a náufragos em permanência. Importa salientar que a praia fluvial da Lomba recebe durante a época balnear, particularmente aos fins de semana. Milhares de banhistas, que ficam entregues à sua sorte no caso de ocorrer qualquer acidente, como, infelizmente, já aconteceu por diversas vezes.

Acresce que, apesar de ter uma zona reservada a tendas de campismo, a praia fluvial da Lomba também não dispõem de balneários nem casas de banho públicas, sendo claramente insuficientes as existentes no bar de apoio ali existente, o que contribui para alguma falta de asseio daquele espaço de lazer.

O PCP de Gondomar considera que é tempo da Câmara de Gondomar dar maior atenção aos espaços de lazer existentes no concelho, nomeadamente às praias fluviais, dotando-os de melhores condições para serem usufruídos pelas populações locais. Relembra-se que as praias fluviais do rio Douro são a única alternativa para centenas de famílias gondomarenses que não têm meios financeiros para se deslocarem para as praias da orla marítima. Por isso, o PCP de Gondomar vai reclamar da autarquia municipal mais investimentos e mais segurança nas praias fluviais do concelho, nomeadamente na praia fluvial da Lomba.

 

Comissão Concelhia de Gondomar do PCP


 

  PCP-Concelhia de GONDOMAR adere às novas tecnologias  

manuel m. oliveira

No passado dia 20.Julho o PCP-Gondomar divulgou aos “media”, a sua nova aposta para informar os Gondomarenses  e dar conhecimento da actividade interventiva no concelho: um portal na internet – www.pcpgondomar.pt.vu.

Tal iniciativa bem na sequência das directrizes aprovadas na 6.ª Assembleia da Organização Concelhia de Gondomar, realizada em 26.10.02, quanto à Informação:

           . criação de uma linha de informação regular a todos os militantes sobre a actividade do Partido no concelho;

           . garantia da regularidade da informação da CDU dirigida à população em geral.

 

Com um aspecto gráfico simples, a página cumpre o dever para que foi criada. Inicia com a PÀGINA PRINCIPAL onde refere os destaques - diversos temas abordados no portal, uma espécie de indíce, e prossegue com a apresentação dos eleitos e dos resultados eleitorais do PCP para a Câmara e Assembleia Municipal (peca por não referenciar os eleitos das Juntas e Assembleias de Freguesia, à excepção do Presidente da Junta de S. P. Cova). Depois apresenta as POSIÇÕES POLÍTICAS, actividades interventivas no Concelho, o ARQUIVO (actividade desenvolvida no passado) e as OPINIÕES dos militantes e eleitos sobre problemas em todo o Concelho, e por fim os CONTACTOS e LIGAÇÕES.

É de louvar esta iniciativa, (de referir que o PS - Secção de Fânzeres também possui uma página, http://psfanzeres.no.sapo.pt, que por motivos ainda não descortinados se encontra suspensa), e que muito contribui para a informação dos cibernautas gondomarenses, para o alertar de situações que circunscritas, e muitas das vezes não focadas, às Assembleias Municipal ou de Freguesia, não passam de “letra morta” e do desconhecimento total das populações, sendo a internet mais um veículo de comunicação.  


 

NO PORTO DEBATEU-SE A EUROPA

EUROPA: O FUTURO É AMANHÃ

JESUS ALBERTO

 

Nos passados dias 11 e 12 de Julho, na Sala do Infante, na Alfândega do Porto, a Delegação Portuguesa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista Europeu, realizou um colóquio para apresentação do Projecto de Tratado que institui uma Constituição para a Europa, vinte quatro horas depois de o mesmo ter sido aprovado palo Parlamento Europeu.

 

A sessão de abertura, ocorrida  no dia 11, presidiu o Presidente da Delegação Portuguesa, Carlos Laje, ladeado por Francisco Assis, Presidente da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, pelo deputado Guilherme de Oliveira Martins, que fez parte da Convenção, e pelo deputado António José Seguro, que iniciou o relatório preliminar que viria a criar a Convenção Europeia, e ainda pelo Comissário Europeu, António Vitorino, e pelos deputados europeus, Alberto Costa, Luís Marinho e Manuel dos Santos, que iriam intervir nos diversos painéis.

 

Coube a Francisco Assis abrir a sessão que, depois de manifestar o seu orgulho, por esta realização se efectuar no Porto, “cidade de onde partiram os mercadores” e de dar as boas vindas à delegação europeia, passou a palavra a Carlos Laje, que historiou e justificou o porquê de uma Constituição Europeia.

 

Foi numa intervenção bem humorada que o Comissário Europeu, António Vitorino, iniciou a apresentação do Tratado.

 

Abordando os temas que serão objecto de discussão futura, como a contabilidade entre ganhadores e perdedores, afirmando aqui que Portugal, se souber definir políticas correctas “é claramente um ganhador” focou o problema da soberania, dizendo a propósito:

 

      “ Penso que a discussão da soberania é um discurso estéril, diria até o discurso da preguiça! Apetece-me dizer a esses oradores: Tem aqui a sua soberania, use-a!!!”

 

Dissecou a seguir a integração das regras fundamentais, a cooperação das várias políticas e o facto de a Constituição Europeia, não substituir as Constituição Nacionais.

 

Afirmando que a Europa tem de ter um protagonismo mais activo no Mundo, garantiu que o debate na Assembleia da Republica será o mote com a reformulação do sistema político nacional, terminou a sossegar os mais cépticos:

 

“ Os grandes não sufocarão os pequenos, porque as maiorias só podem ser obtidas desde que representem mais de 60% da população Europeia.”

 

Alberto Costa, referiu a Carta dos Direitos Europeus Fundamentais, Luís Marinho falou sobre os avanços e recuos da Convenção Europeia durante os últimos 16 meses, seguindo-se Manuel dos Santos que colocou a sua intervenção na área económica, acentuando as ambiguidades e os equilíbrios das negociações garantindo que a igualdade entre os Estados está assegurado, pelo que, na sua óptica, Portugal devia sentir-se satisfeito com as negociações.

 

Guilherme de Oliveira Martins, corroborou os factos das negociações, encerrando António José Seguro que, “provocatoriamente” disse ter dúvidas das aprovações referendarias nos 25 Estados, terminando a deixar a pergunta:

 

     “ E se um Estado não ratificar o Tratado? O que acontecerá?

 

Terminados os trabalhos do primeiro dia, seguiu-se um jantar numas caves de Vinho d o Porto.

 

No segundo dia, sábado, 12, coube a Ana Gomes, ex-embaixadora de Portugal na Indonésia, iniciar os trabalhos , centrando a sua intervenção na nomeação do Ministro dos Negócios Estrangeiros Europeu.

 

Seguiu-se Sérgio Sousa Pinto que se referiu ao papel da juventude na Europa, face à futura Constituição Europeia e António Costa, que abordou as relações do Parlamento Nacional com o Parlamento Europeu.

 

Após o intervalo para o café, viria a parte de “leão” do debate de sábado, o encerramento,

que teve a liderar o painel, Mário Soares, o qual, em intervenção amena, analisaria, ponto por ponto, o Tratado, como uma necessidade de afirmação da Europa no mundo, salientando a divergência de discurso do actual Governo, que acusou de ter um discurso para os portugueses e outro para a Europa, como no caso da Agricultura, em que votou contra e depois veio afirmar aos portugueses que tinha sido uma grande vitória. Disse temer da aprovação do referendo do Tratado se ele fosse feito em conjunto com as eleições europeias de 2004, o que disse “seria um abuso intolerável! Comentou o relatório sobre política externa, elaborado por Javier Solana, salientando a propósito que a guerra do Iraque, foi a guerra da mentira, por isso, Tony Blair, estava com sérias dificuldades no seu País.

 

Atentamente escutado, Mário Soares defendeu que o Partido Socialista deve definir quanto antes as listas de deputados ao Parlamento Europeu, terminando por se referir à vida nacional, dizendo que o Povo Português tem uma grande crispação e descrença, afirmando por isso, que era preciso levantar a bandeira da confiança, para ganhar a juventude.

 

Báron Crespo, Presidente do Grupo Parlamentar Socialista Europeu, teceu considerações sobre o papel socialista na CEE, terminando por afirmar que o texto do Tratado era interessante, embora na sua opinião não incluísse tudo.

 

O Secretário Geral do PS, Ferro Rodrigues, encerrou o colóquio, manifestando a sua satisfação pela forma como os trabalhos tinham decorrido, sinal de que o Partido Socialista está vivo e unido.

 

O COLÓQUIO NOS BASTIDORES

·         Muitos foram os que passaram pela Alfândega do Porto.

Na sua maioria socialistas. Maria de Belém, José Saraiva, Elisa Ferreira, José Junqueiro, José Luís Carneiro, Fernando Jesus, Joaquim Couto, Luís Nazaré, Renato Sampaio, Artur Penedos, entre outros.

 

·         De outras áreas, registamos a presença do Engº Carlos Brito e o Presidente da APDL, Dr. Ricardo Fonseca.

 

·         Fernando Gomes esteve lá. Como um meteorito, entrou e saiu. Talvez para não se cruzar com Nuno Cardoso!

 

·         Narciso Miranda, outro dos presentes, estava profundamente agastado! Ao que apurámos, não tinha sido convidado. Soubemos que tinha sido convidado a partir de Bruxelas! Renato Sampaio foi o “muro das lamentações”!

 

 


GONDOMAR, no seu melhor !...

Manuel M Oliveira

 

O ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos gondomarenses têm sido por demais esquecidos pelas entidades competentes:  Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Gondomar.

 

Os quatro recantos do Jardim do Seixo

 

 

 

 

 

No caso vertente são responsáveis pela “beleza” do jardim público, com o qual só se preocupam uma vez por ano, aquando da passagem da procissão. 

Este jardim é bem o sinal de desleixo a que muitas coisas estão votadas em Gondomar, apesar do slogan “Gondomar-coração de ouro”.

 

 

 

 

 

     Hélio Lopes


A EXCELÊNCIA

 

Com um interesse profundo e com enorme agrado, foi como pude acompanhar a excelente entrevista que Mário Soares concedeu ao canal televisivo SIC Notícias, na sua casa do Algarve.

A entrevista só pecou, em minha opinião, por se reduzir a perto de três quartos de hora, quando a vastíssima e mui diversificada experiência de vida do entrevistado, para mais em face dos tempos sem referências, que são os que ora vão passando, plenamente justificava que devesse ter o dobro da duração.

A vastidão dos temas tratados não permite, como é evidente, que possa aqui abordá-los a todos, pelo que tratarei apenas os que considero mais relevantes. Mas há um ponto que se torna claro, para a jovem bonita e elegante que o entrevistou, bem como para quantos possam ver-se servidos pela boa moral e pela necessidade de falar verdade: Mário Soares é um homem de cultura extremamente profunda, e para mais alicerçada numa vivência vasta e diversificada, no tempo e no espaço! Ou seja: não é aquele homem superficial, que tratava as coisas pela rama, como a cáfila de mentirosos que nunca conseguiram dizer abertamente que apoiavam o regime da II República, se entregou cobardemente a veicular! Viu-se ali bem que as coisas não são assim.

Mas Mário Soares mostrou ainda ser um verdadeiro humanista, ao abordar do modo sério como o fez, a intervenção política de Salazar e do regime de que foi o principal inspirador e condutor. Foi possível ouvir verdades incómodas para muito boa gente, precisamente, pela voz da principal figura da nossa III República. E, de parceria com Salazar, embora por caminhos políticos muito distintos, as duas principais figuras do pensamento e da intervenção políticas no passado século da História de Portugal. E mesmo agora, já neste novo século e com uma idade avançada, mas com a saúde necessária, continua Mário Soares a ser uma incontornável figura da nossa vida pública! Muitos, pateticamente, chegam mesmo a viver no pânico de que possa regressar à política activa, lá para 2006... No fundo, o medo à voz da verdade, e o incómodo de ver o regime constitucional actual ser defendido de um modo activo e eficaz...

Ora, entre outros temas, Mário Soares abordou a ideia recente, de que poderia existir um clã Soares, e que havia quem pretendesse destruir politicamente a família Soares: o tal clã! Pondo de parte a verdadeira e malandra treta do clã, a minha opinião é que a má vontade que se nota em certos sectores, minoritários mas com voz, é, acima de tudo, contra o próprio Mário Soares. Ele é o polo do ódio dessa gente mal formada e estupidamente rancorosa. Basta ler a entrevista em livro, dada por Vasco Gonçalves a Manuela Cruzeiro, para se perceber a realidade do que se passou depois de 25 de Abril de 1974, e como Mário Soares não foi nunca uma figura primeiramente responsável pelo que teria de ser sempre inevitável naquelas circunstâncias! Aquela descolonização, como qualquer outra, é sempre o preço das vicissitudes e dos erros da própria colonização. Atente-se no caso do Zimbabué, que tão apresentado era pela direita que Freitas do Amaral classifica de salazarista, como a descolonização exemplar!

Mas Mário Soares referiu ainda a verdadeira tragédia, que está já a dar-se, e que é o triunfo dos critérios económicos sobre os valores de base humanista, que foram uma das principais conquistas do mundo europeu ocidental, mas que estão paulatinamente a ser delapidadas. Um erro, porém, terá de assacar-se aos principais defensores desse humanismo: o modo tímido, completamenente inorgânico, mesmo demissionário, como se têm posicionado perante o dealbar dessa verdadeira nova ditadura do valor do dinheiro e da tecnologia! Se se não concorda, tem de combater-se, ou tal horrorosa ideia acabará por ter lugar! E, tal como Mário Soares salientou, por aí poderão chegar novos e vastos conflitos...

Finalmente, o problema da Justiça. Uma lamentável situação, que mostra que, mesmo numa democracia já razoavelmente testada, pode surgir do poder uma estrutura de combate à criminalidade que acabe por vir a ser bem pior que a que se praticava num tempo onde a democracia se não via instaurada! Uma realidade que Marinho Pinto ainda há pouco referiu, de um modo acutilante: o preço a pagar hoje pela liberdade pode não ser inferior ao que se tinha de pagar na ditadura! Ou, se nos recordarmos das palavras, muito recentes, de Boaventura Sousa Santos: se o voto tivesse alguma utilidade, certamente que já o tinham tirado! Talvez se tenha já ido longe de mais, e se tenha atingido um ponto de não retorno... E é por isso imprescindível a voz de Soares!

 

 

         A Europa e a sua identidade    

 

João Maria Neves Pinto

Dirigente CDS/PP

 

1 - Quando à 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos da América,  acordaram  para  a  realidade do terrorismo, com a destruição das duas torres do World Trade Center em Nova Iorque, o resto do mundo também ficou a conhecer que estava  dentro de um conflito em larga escala.

A realidade desse terrorismo passou a ser vista dentro do seu verdadeiro enquadramento, mascarado ou desapercebido até à data: a do extremismo da religião Islâmica.

Maomé, o profeta da religião que adora um Deus único sob o nome de Alá, e que deu o impulso â fundação do Islão, fê-lo sempre sobre o signo da luta armada. Por fim, após os Árabes terem perdido o reino de Granada e sido expulsos da Península Ibérica, é o próprio Maomé que prevê a sua reconquista, um dia.

É assim que, esta religião boa em si, tem também em si o estigma da violência, arrastando com facilidade largos sectores  dos seus seguidores para o extremismo, que modernamente se designa por fundamentalismo.

Revelando muito da mentalidade dos Muçulmanos, uma das muitas tradições desta religião, fala de alguém que irá  aparecer,  para  devolver  um mundo pecaminoso e secularizado à verdadeira fé islâmica.

2 — Paulo de Tarso, que viveu a sua vida por volta dos anos 30, é simultaneamente um homem de nacionalidade judia, grega e romana. Sem grande aparência física, é descrito como uma pessoa de baixa estatura, careca, pernas arqueadas, sobrancelhas pronunciadas e traços ascéticos.

Nascido numa cidade cosmopolita e  civilizada, é por sua vez um homem culto. Frequenta os ginásios, a academia e os templos pagãos e estuda por fim na melhor sinagoga de Jerusalém,  junto do rabino Gamaliel, o Antigo, sumidade do judaísmo do seu tempo.

Arde-lhe o zelo pela sua religiã  judaica e está na primeira linha da perseguição aos cristãos, e na do linchamento de Estevão, o primeiro mártir do cristianismo. Enviado pelo Templo a Damasco, contra grupos de cristãos, ê derrubado por uma luz fulgurante vinda do céu, que o cerca. Caído por terra, ouve uma voz que lhe diz: - Paulo, Paulo, por que me persegues?  - Ele e os companheiros de viagem ouvem a uma voz dizer: - Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

Paulo fica cego, e durante três dias  e  três noites em Damasco, não come nem bebe.

É baptizado e ê um homem novo que inicia a difusão da Nova religião. Ë este homem no entanto que, no ano 52, no primeiro Concílio do cristia­nismo que a história irá registar com o nome  de  Jerusalém,  advoga que se pregue aos pagãos da mesma forma que aos judeus, a fé em Jesus Cristo.