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Água
Potável: em defesa da Saúde Pública e dos direitos dos
consumidores
PS quer ver resolvido problema da água
A
Comissão Política Concelhia do PS/Gondomar, alertou, em
27.Julho, em comunicado, para o "grave problema de saúde
pública" resultante da falta de qualidade na água que
serve as freguesias de Covelo, Medas e Melres, onde vivem,
lembram os socialistas, mais de sete mil pessoas.
Comunicado
A
água da rede pública que abastece as populações de Covelo,
Medas e Melres (mais de sete mil residentes) não se encontra
em conformidade com as normas de qualidade em vigor, pelo que
o seu consumo regular poderá tornar-se prejudicial à saúde.
As
características apresentadas
pelas análises químicas e microbilógicas (Instituto
Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge - Maio e Junho de 2003)
revelam valores superiores ao VMA ( Valor Máximo Admissível),
o que tornam imprópria para consumo, pelo que a Autoridade de
Saúde de Gondomar, pretendendo minorar os efeitos desta grave
situação, recomenda à população (mal) servida pelo
sistema:
“1
- Desperdiçar a primeira água aquando da abertura da
torneira;
2
- Não proceder à ingestão da água sem prévia decantação
e fervura."
A
água destinada ao consumo humano, à preparação de
alimentos ou à higiene pessoal deve estar apta a satisfazer
estes fins, o que não acontece há muitos meses, na água que
corre nas torneiras da população em causa.
Contrariamente
a outros bens essenciais, estes consumidores não podem
substituir o fornecedor da água turva. É dever do
distribuidor garantir a potabilidade da água, procedendo às
correcções aconselháveis, nomeadamente, quando há risco
para a saúde, e/ou reparar os danos (pessoais e materiais)
por fornecimento dum bem defeituoso.
O
simplismo evidenciado ao longo dos meses na resolução do
problema em
causa,
não é compatível com o actual quadro das exigências e
direitos dos consumidores, das responsabilidades das entidades
públicas e das tecnologias.
As
populações de Covelo, Medas e Melres têm direito a beber água
potável...
A
reclamação, a recusa do pagamento do recibo da água e a acção
popular constituem meios de defesa dos interesses duma população
há tanto tempo prejudicada.
A
violação de uns, a indiferença e a cumplicidade de outros,
exigem que os socialistas em local próprio denunciem e
reclamem ao PSD a resolução de tão grave problema.
Contudo,
sem demora, deverá ser:
-
retomado o "sistema alternativo", recolocando os
reservatórios para, abastecimento com água potável, poderem
servir com segurança a população, enquanto não entra o
novo sistema de distribuição em funcionamento;
-
ligada a rede já instalada e em condições de funcionamento
ao sistema da empresa "Águas Douro e Paiva";
-
reparados os danos causados por defeito do bem, ressarcindo os
consumidores das importâncias pagas por água turva;
-
divulgado os resultados das análises (química e microbiológica),
pela imprensa local, pelo recibo da água e pela Internet, além
da afixação em editais nos locais públicos.
É
preciso "avisar toda a gente" ...para que os
atropelos cessem e os direitos dos consumidores sejam
respeitados.
REGULAMENTO DE LICENÇAS E TAXAS PARA GONDOMAR
PSD
FORÇADO A RETIRAR PROPOSTA
Aconteceu
algo de insólito na Assembleia Municipal de 27 de Junho. A Câmara
apresentou nessa reunião da Assembleia Municipal uma proposta
de Regulamento de Liquidação e Cobrança de Taxas e pela
Concessão de Licenças e Prestação de Serviços Municipais,
título demasiado complexo para um regulamento, que abreviamos
neste texto.
O
anterior Regulamento mostrava-se desfasado, nomeadamente
devido à transferência de competências para as autarquias
por parte da Administração Central, sendo que as novas
competências não estão previstas no Regulamento ainda em
vigor, e pela entrada em vigor de
outros regulamentos municipais especializados, que
amputaram matérias previstas naquele Regulamento.
Apresentado
o Regulamento pela Câmara, e dispondo esta de larga maioria
na Assembleia Municipla, pareceria que a aprovação do novo
Regulamento estaria assegurada.
Mas
não. O Regulamento apresentado pela Câmara apresentava
tantos vícios e tantas situações de tributação exagerada
para as populações em greal, mas em particular para os
comerciantes do concelho, que o próprio PSD se viu forçado a
retirar a proposta para reformulação.
Por
exemplo: um atestado, certidão ou fotocópia, se pedido com
urgência, teria um custo que seria o dobro do normal. Dado o
conhecido atraso dos serviços na passagem de atestados ou
certidões, percebe-se até que ponto os cidadãos seriam
penalisados.
O
Partido Socialista, através do seu líder parlamentar MANUEL
MARTINS, começou
por assinalar a ilegalidade da proposto devido ao facto de,
antes da sua elaboração, não terem sido ouvidas as associações
representativas do concelho, em particular a Associação
Comercial e Industrial, como a lei o impõe. Propôs ainda várias
alterações ao regulamento, nomeadamente a aprovação das
taxas por um valor de 60% do valor proposto pela Câmara,
valor este que iria ser aumentado 20% nos próximos dois anos
até se atingirem os valores propostos. Pretendia também uma
emenda no sentido de ser reduzido o aumento do preço de
certidões em caso de urgência
para apenas em 50% do preço normal.
Perante
a tão flagrante situação de ilegalidade e perante os
aumentos tão exagerados num ano de tantas dificuldades para
os empresários e munícipes em geral, o PSD acabou por
aceitar a retirada da proposta de Regulamento para se ouvirem
os representantes dos interessados, como o impõe o Código
Administrativo.
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REGULAMENTO
NÃO APROVADO MAS APLICADO
Apesar
do que sucedeu na Assembleia Municipal, "O PROGRESSO DE
GONDOMAR" teve conhecimento de algo notável: é que a tabela
de taxas, apesar de não ter sido aprovado pela Assembleia
Municipal, já está a ser aplicada pela Câmara. "O
PROGRESSO
DE GONDOMAR" teve o cuidado de pedir
na Câmara uma cópia do Regulamento ainda em vigor, e
comparou as taxas com as do Regulamento que esteve para ser
discutido e votado pela Assembleia Municipal, e as taxas são
iguais em quase todas as rubricas. É caso para perguntar:
para que serve em Gondomar uma Assembleia Municipal.
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Partido
Socialista
reclama Metro para Valbom
A
Comissão Política do PS de Gondomar aprovou a seguinte moção
relativa à exigência do Metro para Valbom, que enviou ao
Progresso de Gondomar, e que pela sua importância passamos a
transcrever:
Considerando
que o Metro é um meio de transporte essencial à resolução
dos graves
problemas
de circulação da população de Gondomar;
Considerando
que, por falta de visão da actual maioria PSD que gere a Câmara
Municipal de Gondomar a linha de Metro prevista para o
concelho vai sobretudo servir os interesses privados da grande
superfície que está a ser construída no Parque Nascente em
Rio Tinto, e da especulação imobiliária que reina em
Gondomar;
Considerando
que é imprescindível, desde já, repensar os traçados para
a circulação do Metro em Gondomar, de forma a resolver
efectivamente os interesses de todos os gondomarenses:
Tendo
em conta, especialmente que as freguesias de S. Cosme e de
Valbom, sendo das freguesias mais populosas de Gondomar, são
as mais mal servidas de transportes públicos;
Tendo
ainda em consideração o anúncio de novas linhas (para a
Avenida da Boavista e para Leça da Palmeira) e o inegável
interesse público em assegurar a continuidade da linha
prevista para Gondomar, no quadro do Grande Porto e em
especial no interesse dos residentes nas freguesias de Valbom,
S. Cosme e de todo o alto concelho de Gondomar;
A
Comissão Política do Partido Socialista de Gondomar, reunida
no dia 25 de Julho de 2003, deliberou requerer à sociedade
METRO do PORTO, com conhecimento da Câmara Municipal de
Gondomar, a consideração imediata do prolongamento da linha
prevista para Gondomar, de forma a servir de forma rápida e
eficiente toda a população da área urbana de Gondomar, para
o que é necessário fechar o anel do trajecto previsto,
garantindo a circulação pelas freguesias do alto concelho,
designadamente, S. Cosme e Valbom, até Campanhã
Comissão Política do PS de Gondomar
Gondomar
Séc. XXI para reflectir o passado e o futuro
Infelizmente
o concelho de Gondomar tem carecido de uma visão estratégica
e de conjunto dos seus problemas e da definição do seu
futuro. Os erros, em particular os urbanísticos foram se
avolumando ao longo das várias gestões partidárias da câmara.
É urgente pensar o concelho e o seu futuro de modo a corrigir
o que ainda é possível corrigir, e evitar os erros do
passado. Essa reflexão estratégica estava por fazer, e ao
propor uma associação com a finalidade de reflectir o
concelho o Partido Socialista de Gondomar veio procurar
colmatar um vazio. Seria interessante e importante para o
concelho que cidadãos ligados a
outras forças políticas aderissem à proposta associação
para que do confronto e da troca de ideias saí-se um concelho
melhor.
O
Progresso de Gondomar transcreve o texto subscrito pelo PS
para lançar a associação, como forma de contribuir, a seu
modo, para o futuro do concelho.
Gondomar
do Séc. XXI
Um Projecto para um
concelho melhor
A
um partido político não se pede apenas que se oponha ao
poder em nome das suas ideias e da sua visão do interesse
comum. Para que os partidos políticos desempenhem
efectivamente as suas funções, devem assumir-se como centros
de reflexão livre, de participação abrangente e de definição
de ideias plurais e de políticas que resolvam os problemas
das pessoas.
Por
outro lado, para que se construam alternativas políticas é
necessário identificar os principais problemas dos cidadãos,
congregar os principais protagonistas que com a sua dedicação
e saber fazem mudar o nosso futuro. Só assim se atingem as
políticas adequadas e queridas pela população.
O
Partido Socialista de Gondomar, enquanto partido de poder e
maior partido da oposição em Gondomar, considera que é
chegado o momento de abrir um debate sério e credível sobre
as principais questões de desenvolvimento do concelho, da
região e do país, debate esse que se pretende seja aberto,
qualificado e participado.
Este
desígnio é sobretudo importante num concelho onde a vida
democrática não se realiza plenamente em espaços de discussão
política e de intervenção colectiva, devido ao autismo da Câmara
Municipal de Gondomar e ao centralismo e autoritarismo
exacerbado da sua gestão. Aquela gestão política despreza a
capacidade dos recursos humanos do concelho e ignora a
necessidade premente de abrir espaços de criatividade e de
realização para todos aqueles que nasceram, vivem ou
trabalham em Gondomar.
O
PS quer colmatar esta falha trazendo ao debate e à intervenção
uma panóplia de académico; associações e colectividades,
agentes culturais, agentes sociais que tendo posições críticas
e capacidade de intervenção podem connosco partilhar a
riqueza do seu saber e experiência.
O
PS entende que os problemas mais graves de Gondomar passam
pelo seu isolamento, pela falta de confiança e de motivação
dos seus recursos humanos
para fazer face aos desafios do novo século, da
modernidade e das novas exigências do mundo contemporâneo.
Por
isso, a Gondomar Séc. XXI pretende dinamizar, mobilizar,
organizar, inovar, e agilizar a intervenção em rede de todos
aqueles que não se conformam com a paragem no tempo do nosso
concelho, valorizando os atributos e as potencialidades
imensas que se encontram em Gondomar. Só assim entraremos, finalmente, no Séc. XXI, fazendo de
Gondomar um concelho mais desenvolvido, com mais qualidade de
vida, mais aberto e participado, mais justo, enfim o concelho
novo que todos merecemos.
Gondomar
Séc. XXI pretende ser uma alternativa aos actuais espaços de
reflexão e intervenção cultural e política.
É
desejo deste grupo observar a essência do cidadão como
entidade incluída, interveniente e participante estratégica.
Dentro
da estratégia teremos como máxima que norteará a actividade
de Gondomar Séc. XXI – “Fazer de Gondomar o Paraíso possível
e sustentado da Área Metropolitana do Porto”.
Relembrar
o espírito das Tertúlias, sendo que esse espírito é
simultaneamente reflexivo e interventivo. Pretendemos
despertar a visão e exigência do Gondomarense como forma
indirecta de desenvolvimento. Pretendemos gerar intenções e
influenciar acções.
Em
Baguim é assim...
Mas
em Rio Tinto não é distinto!
Carlos
Brás
Por
ocasião da celebração do 8º aniversário da elevação de
Rio Tinto a cidade
foi
promovida, por parte das Juntas de Freguesia desta cidade, a
realização de uma Sessão Solene no Salão Nobre da Junta de
Freguesia de Baguim do Monte evocativa desta efeméride. A
ocasião justificava-o e a tradição impunha-o.
Elaboraram-se
os convites e convocatórias que foram distribuídos aos
ilustres, às
associações
e clubes e, obviamente, aos eleitos locais pelas diversas
pelas diversas forças partidárias que compõem as oposições
( PS, CDU, PP e MRTC).
Desejosos
de terem participação activa na efeméride e porque a memória
da
brutal
discriminação entre poder e oposição do ano transacto
ainda pairava fresca em todos, os representantes do PS das
duas freguesias indagaram junto de ambos os presidentes de
Assembleia se desta vez as forças da oposição seriam
contempladas com o direito à palavra. De Baguim a resposta
foi evasiva porque o Presidente estava ausente no estrangeiro,
de Rio Tinto obtiveram um esclarecedor “nim” porque a
realização do evento é rotativa e este ano era a vez de
Baguim do Monte organizar a Sessão Solene. Após várias
insistências para que fosse tomada pelos poderes instituídos
uma posição clara, foi confirmado que este ano a Sessão
Solene seguiria os moldes da do ano anterior. Isto é em
Baguim do Monte e em Rio Tinto existe uma “democracia
autoritária” e como tal, ocasiões festivas e mais ou menos
mediáticas estão reservadas a uma só cor política.
Monocromia dirão os leitores. Pois claro e justifica-se
porque é preciso fazer eco nas Juntas de Freguesia da teoria
do “rolo compressor” laranja e amordaçar tudo o que
ofusque os “flashes” e luzes cor-de-laranja.
Nesta
conformidade o PS local fez chegar à mesa da Assembleia uma
carta
expondo
as razões da sua não comparência a tal acto, ao mesmo tempo
que distribuía aos presentes um comunicado elucidativo.
As
populações desta grande cidade merecem ser esclarecidas
quanto à forma
como
são governadas. DESPOTISMO!!! Mas despotismo apagado e
autista. Uma Cidade jovem e em franco crescimento não pode
tolerar déspotas no séc. XXI. Integramos hoje um espaço político
que aparece ao mundo como líder na defesa dos direitos,
liberdades e garantias dos cidadãos. O sentimento europeu é
claro. Não podemos tolerar autoritarismos nem da direita nem
da esquerda, nem do leste nem do ocidente. Correm tempos de
participação, de envolvência e de reforço da cidadania.
São
estas atitudes que mancham as instituições e que concorrem
para a má
imagem
dos seus titulares. São estas atitudes que afastam os cidadãos
da política e dos políticos. São estas atitudes que dão
razão aos que dizem que os políticos só olham para o seu
umbigo e que constituem entre si clubes fechados.
PCP
de Gondomar quer mais segurança para a praia da Lomba
A
comissão Concelhia de Gondomar do PCP promoveu, no dia 20,
uma visita à praia fluvial da Lomba para avaliar as condições
de segurança existentes naquele importante espaço de lazer
do concelho.
É
de lamentar que uma praia razoavelmente ordenada, tanto no que
respeita à zona balnear como ao parque de estacionamento e
parque de merendas existentes naquele espaço, não tenha
vigilância adequada, já que não está dotado de
nadadores-salvadores nem meios de prevenção e equipamentos
de socorros a náufragos em permanência. Importa salientar
que a praia fluvial da Lomba recebe durante a época balnear,
particularmente aos fins de semana. Milhares de banhistas, que
ficam entregues à sua sorte no caso de ocorrer qualquer
acidente, como, infelizmente, já aconteceu por diversas
vezes.
Acresce
que, apesar de ter uma zona reservada a tendas de campismo, a
praia fluvial da Lomba também não dispõem de balneários
nem casas de banho públicas, sendo claramente insuficientes
as existentes no bar de apoio ali existente, o que contribui
para alguma falta de asseio daquele espaço de lazer.
O
PCP de Gondomar considera que é tempo da Câmara de Gondomar
dar maior atenção aos espaços de lazer existentes no
concelho, nomeadamente às praias fluviais, dotando-os de
melhores condições para serem usufruídos pelas populações
locais. Relembra-se que as praias fluviais do rio Douro são a
única alternativa para centenas de famílias gondomarenses
que não têm meios financeiros para se deslocarem para as
praias da orla marítima. Por isso, o PCP de Gondomar vai
reclamar da autarquia municipal mais investimentos e mais
segurança nas praias fluviais do concelho, nomeadamente na
praia fluvial da Lomba.
Comissão
Concelhia de Gondomar do PCP
PCP-Concelhia
de GONDOMAR adere às novas tecnologias
manuel
m. oliveira
No
passado dia 20.Julho o PCP-Gondomar divulgou aos “media”,
a sua nova aposta para informar os Gondomarenses
e dar conhecimento da actividade interventiva no
concelho: um portal na internet – www.pcpgondomar.pt.vu.
Tal
iniciativa bem na sequência das directrizes aprovadas na 6.ª
Assembleia da Organização Concelhia de Gondomar, realizada
em 26.10.02, quanto à Informação:
. criação de uma linha de informação regular a
todos os militantes sobre a actividade do Partido no concelho;
. garantia da regularidade da informação da CDU
dirigida à população em geral.
Com um aspecto gráfico
simples, a página cumpre o dever para que foi criada. Inicia
com a PÀGINA
PRINCIPAL
onde refere os destaques - diversos temas abordados no portal,
uma espécie de indíce, e prossegue com a apresentação dos
eleitos e dos resultados eleitorais do PCP para a Câmara e
Assembleia Municipal (peca por não referenciar os eleitos
das Juntas e Assembleias de Freguesia, à excepção do Presidente da Junta
de S. P. Cova). Depois apresenta as POSIÇÕES
POLÍTICAS, actividades
interventivas no Concelho, o ARQUIVO
(actividade
desenvolvida no passado) e as OPINIÕES
dos
militantes e eleitos sobre problemas em todo o Concelho, e por
fim os CONTACTOS
e LIGAÇÕES.
É
de louvar esta iniciativa, (de referir que o PS - Secção
de Fânzeres também
possui uma página, http://psfanzeres.no.sapo.pt,
que por motivos ainda não descortinados se encontra
suspensa), e que muito contribui para a informação dos
cibernautas gondomarenses, para o alertar de situações que
circunscritas, e muitas das vezes não focadas, às
Assembleias Municipal ou de Freguesia, não passam de “letra
morta” e do desconhecimento total das populações, sendo a
internet mais um veículo de comunicação.
NO
PORTO DEBATEU-SE A EUROPA
EUROPA:
O FUTURO É AMANHÃ
JESUS
ALBERTO
Nos
passados dias 11 e 12 de Julho, na Sala do Infante, na Alfândega
do Porto, a Delegação Portuguesa do Grupo Parlamentar do
Partido Socialista Europeu, realizou um colóquio para
apresentação do Projecto de Tratado que institui uma
Constituição para a Europa, vinte quatro horas depois de o
mesmo ter sido aprovado palo Parlamento Europeu.
A
sessão de abertura, ocorrida
no dia 11, presidiu o Presidente da Delegação
Portuguesa, Carlos Laje, ladeado por Francisco Assis,
Presidente da Federação Distrital do Porto do Partido
Socialista, pelo deputado Guilherme de Oliveira Martins, que
fez parte da Convenção, e pelo deputado António José
Seguro, que iniciou o relatório preliminar que viria a criar
a Convenção Europeia, e ainda pelo Comissário Europeu, António
Vitorino, e pelos deputados europeus, Alberto Costa, Luís
Marinho e Manuel dos Santos, que iriam intervir nos diversos
painéis.
Coube
a Francisco Assis abrir a sessão que, depois de manifestar o
seu orgulho, por esta realização se efectuar no Porto,
“cidade de onde partiram os mercadores” e de dar as boas
vindas à delegação europeia, passou a palavra a Carlos
Laje, que historiou e justificou o porquê de uma Constituição
Europeia.
Foi
numa intervenção bem humorada que o Comissário Europeu, António
Vitorino, iniciou a apresentação do Tratado.
Abordando
os temas que serão objecto de discussão futura, como a
contabilidade entre ganhadores e perdedores, afirmando aqui
que Portugal, se souber definir políticas correctas “é
claramente um ganhador” focou o problema da soberania,
dizendo a propósito:
“ Penso que a discussão da soberania é um discurso
estéril, diria até o discurso da preguiça! Apetece-me dizer
a esses oradores: Tem aqui a sua soberania, use-a!!!”
Dissecou
a seguir a integração das regras fundamentais, a cooperação
das várias políticas e o facto de a Constituição Europeia,
não substituir as Constituição Nacionais.
Afirmando
que a Europa tem de ter um protagonismo mais activo no Mundo,
garantiu que o debate na Assembleia da Republica será o mote
com a reformulação do sistema político nacional, terminou a
sossegar os mais cépticos:
“
Os grandes não sufocarão os pequenos, porque as maiorias só
podem ser obtidas desde que representem mais de 60% da população
Europeia.”
Alberto
Costa, referiu a Carta dos
Direitos Europeus Fundamentais, Luís
Marinho falou sobre os avanços e recuos da Convenção
Europeia durante os últimos 16 meses, seguindo-se Manuel dos
Santos que colocou a sua intervenção na área económica,
acentuando as ambiguidades e os equilíbrios das negociações
garantindo que a igualdade entre os Estados está assegurado,
pelo que, na sua óptica, Portugal devia sentir-se satisfeito
com as negociações.
Guilherme
de Oliveira Martins, corroborou os factos das negociações,
encerrando António José Seguro que, “provocatoriamente”
disse ter dúvidas das aprovações referendarias nos 25
Estados, terminando a deixar a pergunta:
“ E se um Estado não ratificar o Tratado? O que
acontecerá?
Terminados
os trabalhos do primeiro dia, seguiu-se um jantar numas caves
de Vinho d o Porto.
No
segundo dia, sábado, 12, coube a Ana Gomes, ex-embaixadora de
Portugal na Indonésia, iniciar os trabalhos , centrando a sua
intervenção na nomeação do Ministro dos Negócios
Estrangeiros Europeu.
Seguiu-se
Sérgio Sousa Pinto que se referiu ao papel da juventude na
Europa, face à futura Constituição Europeia e António
Costa, que abordou as relações do Parlamento Nacional com o
Parlamento Europeu.
Após
o intervalo para o café, viria a parte de “leão” do
debate de sábado, o encerramento,
que
teve a liderar o painel, Mário Soares, o qual, em intervenção
amena, analisaria, ponto por ponto, o Tratado, como uma
necessidade de afirmação da Europa no mundo, salientando a
divergência de discurso do actual Governo, que acusou de ter
um discurso para os portugueses e outro para a Europa, como no
caso da Agricultura, em que votou contra e depois veio afirmar
aos portugueses que tinha sido uma grande vitória. Disse
temer da aprovação do referendo do Tratado se ele fosse
feito em conjunto com as eleições europeias de 2004, o que
disse “seria um abuso intolerável! Comentou o relatório
sobre política externa, elaborado por Javier Solana,
salientando a propósito que a guerra do Iraque, foi a guerra
da mentira, por isso, Tony Blair, estava com sérias
dificuldades no seu País.
Atentamente
escutado, Mário Soares defendeu que o Partido Socialista deve
definir quanto antes as listas de deputados ao Parlamento
Europeu, terminando por se referir à vida nacional, dizendo
que o Povo Português tem uma grande crispação e descrença,
afirmando por isso, que era preciso levantar a bandeira da
confiança, para ganhar a juventude.
Báron
Crespo, Presidente do Grupo Parlamentar Socialista Europeu,
teceu considerações sobre o papel socialista na CEE,
terminando por afirmar que o texto do Tratado era
interessante, embora na sua opinião não incluísse tudo.
O
Secretário Geral do PS, Ferro Rodrigues, encerrou o colóquio,
manifestando a sua satisfação pela forma como os trabalhos
tinham decorrido, sinal de que o Partido Socialista está vivo
e unido.
O
COLÓQUIO NOS BASTIDORES
·
Muitos foram os que passaram pela Alfândega do
Porto.
Na
sua maioria socialistas. Maria de Belém, José
Saraiva, Elisa Ferreira, José Junqueiro, José Luís
Carneiro, Fernando Jesus, Joaquim Couto, Luís Nazaré,
Renato Sampaio, Artur Penedos, entre outros.
·
De outras áreas, registamos a presença do Engº
Carlos Brito e o Presidente da APDL, Dr. Ricardo
Fonseca.
·
Fernando Gomes esteve lá. Como um meteorito,
entrou e saiu. Talvez para não se cruzar com Nuno
Cardoso!
·
Narciso Miranda, outro dos presentes, estava
profundamente agastado! Ao que apurámos, não tinha
sido convidado. Soubemos que tinha sido convidado a
partir de Bruxelas! Renato Sampaio foi o “muro das
lamentações”!
|
GONDOMAR,
no seu melhor !...
Manuel
M Oliveira
O
ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos gondomarenses têm
sido por demais esquecidos pelas entidades competentes:
Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Gondomar.
Os
quatro recantos do Jardim do Seixo


No
caso vertente são responsáveis pela “beleza” do jardim público,
com o qual só se preocupam uma vez por ano, aquando da
passagem da procissão.
Este
jardim é bem o sinal de desleixo a que muitas coisas estão
votadas em Gondomar, apesar do slogan “Gondomar-coração de
ouro”.
Hélio
Lopes
A
EXCELÊNCIA
Com
um interesse profundo e com enorme agrado, foi como pude
acompanhar a excelente entrevista que Mário Soares concedeu
ao canal televisivo SIC Notícias, na sua casa do Algarve.
A
entrevista só pecou, em minha opinião, por se reduzir a
perto de três quartos de hora, quando a vastíssima e mui
diversificada experiência de vida do entrevistado, para mais
em face dos tempos sem referências, que são os que ora vão
passando, plenamente justificava que devesse ter o dobro da
duração.
A
vastidão dos temas tratados não permite, como é evidente,
que possa aqui abordá-los a todos, pelo que tratarei apenas
os que considero mais relevantes. Mas há um ponto que se
torna claro, para a jovem bonita e elegante que o entrevistou,
bem como para quantos possam ver-se servidos pela boa moral e
pela necessidade de falar verdade: Mário Soares é um homem
de cultura extremamente profunda, e para mais alicerçada numa
vivência vasta e diversificada, no tempo e no espaço! Ou
seja: não é aquele homem superficial, que tratava as coisas
pela rama, como a cáfila de mentirosos que nunca conseguiram
dizer abertamente que apoiavam o regime da II República, se
entregou cobardemente a veicular! Viu-se ali bem que as coisas
não são assim.
Mas
Mário Soares mostrou ainda ser um verdadeiro humanista, ao
abordar do modo sério como o fez, a intervenção política
de Salazar e do regime de que foi o principal inspirador e
condutor. Foi possível ouvir verdades incómodas para muito
boa gente, precisamente, pela voz da principal figura da nossa
III República. E, de parceria com Salazar, embora por
caminhos políticos muito distintos, as duas principais
figuras do pensamento e da intervenção políticas no passado
século da História de Portugal. E mesmo agora, já neste
novo século e com uma idade avançada, mas com a saúde
necessária, continua Mário Soares a ser uma incontornável
figura da nossa vida pública! Muitos, pateticamente, chegam
mesmo a viver no pânico de que possa regressar à política
activa, lá para 2006... No fundo, o medo à voz da verdade, e
o incómodo de ver o regime constitucional actual ser
defendido de um modo activo e eficaz...
Ora,
entre outros temas, Mário Soares abordou a ideia recente, de
que poderia existir um clã Soares, e que havia quem
pretendesse destruir politicamente a família Soares: o tal
clã! Pondo de parte a verdadeira e malandra treta do clã,
a minha opinião é que a má vontade que se nota em certos
sectores, minoritários mas com voz, é, acima de tudo, contra
o próprio Mário Soares. Ele é o polo do ódio dessa gente
mal formada e estupidamente rancorosa. Basta ler a entrevista
em livro, dada por Vasco Gonçalves a Manuela Cruzeiro, para
se perceber a realidade do que se passou depois de 25 de Abril
de 1974, e como Mário Soares não foi nunca uma figura
primeiramente responsável pelo que teria de ser sempre inevitável
naquelas circunstâncias! Aquela descolonização, como
qualquer outra, é sempre o preço das vicissitudes e dos
erros da própria colonização. Atente-se no caso do Zimbabué,
que tão apresentado era pela direita que Freitas do Amaral
classifica de salazarista, como a descolonização exemplar!
Mas
Mário Soares referiu ainda a verdadeira tragédia, que está
já a dar-se, e que é o triunfo dos critérios económicos
sobre os valores de base humanista, que foram uma das
principais conquistas do mundo europeu ocidental, mas que estão
paulatinamente a ser delapidadas. Um erro, porém, terá de
assacar-se aos principais defensores desse humanismo: o modo tímido,
completamenente inorgânico, mesmo demissionário, como se têm
posicionado perante o dealbar dessa verdadeira nova ditadura
do valor do dinheiro e da tecnologia! Se se não concorda, tem
de combater-se, ou tal horrorosa ideia acabará por ter lugar!
E, tal como Mário Soares salientou, por aí poderão chegar
novos e vastos conflitos...
Finalmente,
o problema da Justiça. Uma lamentável situação, que mostra
que, mesmo numa democracia já razoavelmente testada, pode
surgir do poder uma estrutura de combate à criminalidade que
acabe por vir a ser bem pior que a que se praticava num tempo
onde a democracia se não via instaurada! Uma realidade que
Marinho Pinto ainda há pouco referiu, de um modo acutilante:
o preço a pagar hoje pela liberdade pode não ser inferior ao
que se tinha de pagar na ditadura! Ou, se nos recordarmos das
palavras, muito recentes, de Boaventura Sousa Santos: se o
voto tivesse alguma utilidade, certamente que já o tinham
tirado! Talvez se tenha já ido longe de mais, e se tenha
atingido um ponto de não retorno... E é por isso imprescindível
a voz de Soares!
A
Europa e a sua identidade
João
Maria Neves Pinto
Dirigente
CDS/PP
1
- Quando à 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos da América,
acordaram para a realidade do terrorismo,
com a destruição das duas torres do World Trade Center em
Nova Iorque, o resto do mundo também ficou a conhecer que
estava dentro de um conflito em larga escala.
A
realidade desse terrorismo passou a ser vista dentro do seu
verdadeiro enquadramento, mascarado ou desapercebido até à
data: a do extremismo da religião Islâmica.
Maomé,
o profeta da religião que adora um Deus único sob o nome de
Alá, e que deu o impulso â fundação do Islão, fê-lo
sempre sobre o signo da luta armada. Por fim, após os Árabes
terem perdido o reino de Granada e sido expulsos da Península
Ibérica, é o próprio Maomé que prevê a sua reconquista,
um dia.
É
assim que, esta religião boa em si, tem também em si o
estigma da violência, arrastando com facilidade largos
sectores dos seus
seguidores para o extremismo, que modernamente se designa por
fundamentalismo.
Revelando
muito da mentalidade dos Muçulmanos, uma das muitas tradições
desta religião, fala de alguém que irá
aparecer, para
devolver um
mundo pecaminoso e secularizado à verdadeira fé islâmica.
2
— Paulo de Tarso, que viveu a sua vida por volta dos
anos 30, é simultaneamente um homem de nacionalidade judia,
grega e romana. Sem grande aparência física, é descrito
como uma pessoa de baixa estatura, careca, pernas arqueadas,
sobrancelhas pronunciadas e traços ascéticos.
Nascido
numa cidade cosmopolita e civilizada, é por sua vez um homem culto. Frequenta os ginásios,
a academia e os templos pagãos e estuda por fim na melhor
sinagoga de Jerusalém, junto
do rabino Gamaliel, o Antigo, sumidade do judaísmo do seu
tempo.
Arde-lhe
o zelo pela sua religiã judaica e está na primeira linha da perseguição aos cristãos,
e na do linchamento de Estevão, o primeiro mártir do
cristianismo. Enviado pelo Templo a Damasco, contra grupos de
cristãos, ê derrubado por uma luz fulgurante vinda do céu,
que o cerca. Caído por terra, ouve uma voz que lhe diz: -
Paulo, Paulo, por que me persegues?
- Ele e os companheiros de viagem ouvem a uma voz
dizer: - Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
Paulo
fica cego, e durante três dias
e três
noites em Damasco, não come nem bebe.
É
baptizado e ê um homem novo que inicia a difusão da Nova
religião. Ë este homem no entanto que, no ano 52, no
primeiro Concílio do cristianismo que a história irá
registar com o nome de Jerusalém,
advoga que se pregue aos pagãos da mesma forma que aos
judeus, a fé em Jesus Cristo.
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