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   ano  segundo  |   número    trinta e cinco | quinzenário   director   henrique prior |   director-adjunto   manuel oliveira | 30.Julho.2003
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Construtores insistem na substituição da Sisa pelo IVA

 

A Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS) considera que é fundamental a substituição da Sisa peo IVA à taxa de 5% . Esta posição prende-se com a revisão do IVA proposta em Bruxelas. A associação acha que estão a ser criadas as condições legislativas para colocar fim à Sisa. A AECOPS insiste que a taxa de IVA deverá ser efectivamente de 5% e não outra qualquer. Se se tratar de uma taxa de 7%, na óptica daquela associação, terá fortes repercussões negativas junto da opinião pública, tendo em conta que se tratará de um agravamento face à actual taxa máxima de Sisa, que é de 6%. A substituição pelo IVA à taxa reduzida implicará um benefício generalizado para o comprador.

 

Endividamento autárquico acelera

 

O endividamento das autarquias em Portugal fixou-se nos 23 milhões de euros até Maio deste ano, de acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal. Quer isto dizer que nos primeiros cinco meses de 2003 se registou um crescimento homólogo ao nível dos créditos dos municípios. Isto porque, no mesmo periodo do ano, os depósitos das câmaras municipais ultrapassavam os empréstimos em 20 milhões de euros, acrescenta o banco central, tendo em conta a diferença entre os empréstimos municipais junto dos bancos e os seus depósitos e amortizações. Uma realidade que não se aplica ao mesmo periodo deste ano, o que levou à depreciação da situação fInanceira das autarquias nacionais.

 

Clima económico mantém-se negativo

 

O indicador do clima económico pennaneceu no nível mais baixo no segundo trimestre de 2003, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar da performance negativa, em termos mensais, regista-se uma recuperação a partir de Abril. De acordo com dados do INE, o indicador atingiu os -2, à semelhança do primeiro trimestre do ano. Desde Abril, altura em que se verificou o minimo de -2,4, o indicador aumentou para os -2,3 em Maio para os -1,9 em Junho último, acrescentou o instituto. Refira-se que a economia portuguesa recua há três meses consecutivos, bem como o desemprego, que tem aumentado desde 2002, mediante os cortes em pessoal realizados por um elevado número de empresas.

 

Portugal não atrai  investimento estrangeiro

 

O investimento estrangeiro em Portugal, nos cinco primeiros meses, revelou uma forte quebra, na ordem dos 93 % , para 174,2 milhões de euros, face a igual período do exercício anterior. O investimento português no exterior ascendeu a 707,5 milhões de euros, o que se traduziu num aumento de quase 397%, segundo o Banco de Portugal.

Verificou-se um saldo negativo de investimento directo estrangeiro em Portugal de 379 milhões de euros, contra um saldo positivo de quase 1,9 mil tnilhões de euros em período homólogo de 2002. O investimento nacional na zona euro cresceu 72%, para cerca de 442,4 tnilhões de euros.

 

 

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